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Nowi

Hoje, doeu mais.
A fantasia (ou memória, não sei direito) do dia foi a seguinte: nós dois lado a lado, sob dois guarda-chuvas distintos, sem dar as mãos, andando sobre uma rua vazia num dia chuvoso. Desviando de poucos carros e muitos buracos. Conversando sobre aquelas amenidades de sempre, sobre os assuntos tão seus (que viraram tão nossos - e agora tão meus), mas sabendo que poderíamos permanecer em silêncio por horas sem ficarmos constrangidos, porque a intimidade dividida permitia. 
E eu escrevo isso porque não aguento mais apagar tantos “oi, tudo bem?” em caixas de diálogo imaginárias, não aguento mais lembrar sem precisar derramar um pouquinho da saudade em escrita. Meu maior medo é você achar que eu venho esquecendo de tudo - mas a possibilidade de você saber que não, que eu ainda tô aqui (mesmo que seja lutando nosso braço de ferro com o dedo mindinho) me deixa menos agoniada.

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